sábado, 15 de março de 2008

Ladies and gentlemen, welcome to my mind!

"Invejo - mas não sei se invejo - aqueles de quem se pode escrever uma biografia, ou que podem escrever a própria. Nestas impressões sem nexo, nem desejo de nexo, narro indiferentemente a minha autobiografia sem factos, a minha história sem vida. São as minhas Confissões, e, se nelas nada digo, é que nada tenho que dizer". (Fernando Pessoa)
Não, eu não pretendo fazer disso aqui um diário contando todos os pormenores da minha vida, tão pouco pretendo que as minhas idéias e pensamentos sejam considerados uma verdade absoluta. Mas ainda que nada disso seja, é, sem sombra de dúvidas a minha vida e as minhas verdades. Acredite se quiser. Entre, sente-se, leia, divirta-se e se possível, comente. Não que o seu comentário vá fazer (diretamente) muita diferença no meu modo de ver e pensar a realidade que vivo (que não necessariamente é a mesma de você), mas deve servir para alguma coisa. Além disso, críticas, sejam elas construtivas ou não (se é que isso é possível), serve para perceber quão diferente são as pessoas, e portanto, o seu modo de pensar.
Também não quero fazer disso aqui uma biografia, pois ninguém está apto a fazê-la. Ninguém pode saber tanto sobre a vida de alguém a ponto de resumí-la em páginas frágeis de papel que sucumbirão ao tempo, ninguém, nem mesmo eu seria capaz de escrever sobre mim mesma. Ninguém se conhece tão bem a ponto de se descrever em uma autobigrafia. E isso é fácil de se comprovar, basta ficar diante de uma situação inusitada para percebemos que jamais se pensava em reagir daquela maneira. Portanto, como disse antes, entre e sinta-se a vontade. A casa é sua, mas a vida é minha, sendo assim, começo hoje a narrar minhas impressões com ou sem nexo. E ainda que nada disso faça sentido para mim ou para vocês, "são as minhas confissões, e, se nelas nada digo, é que nada tenho que dizer".

Um comentário:

Ananda disse...

Talvez aqui caibam aquelas tantas coisas que tu escrevia na época do colégio. É sempre bom guardar, embora nem sempre seja bom compartilhar o que se pensa porque corre-se o risco de, além de ser mal interpretado, ser julgado. Enfim...
ansiosa pelo segundo post.